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quarta-feira, 17 de junho de 2020
quinta-feira, 12 de março de 2020
UM OLHAR DE LER E SABER - Paulo Ribeiro
Rodeados por alguns rochedos e outras plantas, dois homens na vindima, com dois cestos às costas, depois de um dia cansativo!
Estão suados devido ao esforço e têm uma camisola à volta do pescoço para os proteger do sol e do suor.
Que concentração!!!
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Duas pessoas estão felizes com o esforço que fazem para causar alegria a muitos homens que bebem o vinho.
Acabou de chegar ao fim um dia cansativo!
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Esforço e força!
Os trabalhadores— pai, filho ou vizinho— andam de um lado para o outro, carregam as uvas ao longo do dia, sempre ao mesmo ritmo, com sinais de cansaço.
UM OLHAR DE LER E SABER - Paulo Ribeiro
Homem com uma certa idade, não só pela fronte altiva que aparenta, mas também pelos cabelos esbranquiçados e penteado “arranjadinho” que apresenta.
Homem de sobrancelhas carregadas e de olhar sério e concentrado, demonstrando tristeza e alguma inquietude - pelo ar taciturno que se pode ver –.
Homem em plena abstração, a olhar para o infinito, desconfiadamente.
Homem de poucas palavras, mas que na sua arte as transmitia sabiamente , estando ainda “vivo”.
Homem com uma certa idade, não só pela fronte altiva que aparenta, mas também pelos cabelos esbranquiçados e penteado “arranjadinho” que apresenta.
Homem de sobrancelhas carregadas e de olhar sério e concentrado, demonstrando tristeza e alguma inquietude - pelo ar taciturno que se pode ver –.
Homem em plena abstração, a olhar para o infinito, desconfiadamente.
Homem de poucas palavras, mas que na sua arte as transmitia sabiamente , estando ainda “vivo”.
quarta-feira, 11 de março de 2020
OLHAR DE LER E SABER - Isabel Silva
O momento captado nesta fotografia é um momento único no qual se vê Adolfo Coelho ao lado da
mãe. É possível observar que são pessoas de origem humilde, de sorrisos contidos e postura reservada.
No sorriso contido da mãe vê-se o orgulho e o amor incondicional que sente pelo filho. Sentimento este comum a todas as mães.
Certo dia, Adolfo apareceu em casa muito triste. A mãe, muito preocupada, logo quis saber o que se estava a passar com ele. Este explicou-lhe que estava desiludido com a nota de um trabalho de Português e que não percebia bem o porquê. A mãe deu-lhe os melhores conselhos possíveis e disse que acreditava nas suas capacidades e que não desistisse.
Passados alguns dias, perto da época natalícia, houve um concurso de escrita na escola. A mãe, muito confiante, incentivou-o a escrever um conto de Natal. Desafio que ele aceitou com muito entusiasmo.
Adolfo ganhou o concurso e, nesse momento, o país ganhou um novo escritor...Miguel Torga.
Mais tarde, Miguel escreveu alguns poemas inspirados na própria mãe.
UM OLHAR DE LER E SABER - Isabel Silva
Num dia de primavera, pelos campos de Trás- os- Montes, andava o cão do senhor António, o Samuel, a guardar as suas ovelhas. O branco do pelo das ovelhas contrastava com o verde dos campos, o que criava uma paisagem deslumbrante.
O Samuel tem, todos os dias, imenso trabalho pela frente, pois o rebanho é enorme e irrequieto. Ele também gosta muito de brincar com os cordeiros, enquanto os seus pais descansam. Guardar um rebanho e seguir as pisadas dos progenitores foi um sonho concretizado.
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O Pastor Ramiro tinha um cão que o ajudava. Era muito meigo, fofinho e divertido. O que ele mais gostava era de tomar conta do rebanho, pois as ovelhinhas adoravam-no. Juntos gostavam de subir à montanha, mais precisamente aos cumes da serra do Marão, pois havia lá erva boa e abundante para a alimentação de todo o rebanho.
De dois em dois dias, as ovelhas eram ordenhadas para, com o seu leite, se fazer queijos e manteiga caseira.
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A família Rocha vivia em Sabrosa e dedicava-se à agricultura e à criação de gado. Adolfo, o filho mais novo, às cinco da manhã, tinha de estar pronto para, na companhia do seu fiel amigo, o cão Beni, levar o rebanho a pastar.
Certo dia, na hora combinada, Adolfo não apareceu. Vendo o rebanho irrequieto e impaciente, Beni decidiu levá-lo sozinho para o monte. Tarefa que cumpriu com muita coragem e dedicação.
OLHAR DE LER E SABER - Alice Fernandes
Em tons de preto e branco, apresenta-se um homem já com alguma idade.
O seu rosto oval revela as marcas que o tempo foi deixando: as rugas vincadas , as manchas na face, os cabelos esbranquiçados…
Homem de olhos semicerrados, nariz adunco e lábios finos.
Através do seu olhar vê-se sofrimento e dor, uma alma cansada, por isso não deveria ser uma pessoa divertida.
Esta é uma imagem de um grande escritor português, Miguel Torga.
domingo, 8 de março de 2020
OLHAR DE LER E SABER - Alice Fernandes
Ao entardecer, num dia quente de verão, Miguel sai de casa, no alto da colina, acompanhado pelo seu cão, um perdigueiro pintalgado e resolvem aproveitar a luz que reflete nos terrenos para caçar.
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Contrastando com o laranja do céu, recortam-se silhuetas. Essas revelam um caçador de arma em punho, tentando atingir os pássaros que voam num céu de castelos de nuvens de algodão doce.
O cão fica atento para correr desenfreadamente em busca de alguma ave caída nos terrenos quentes da planície.
Miguel, com a sua espingarda, movimenta-se para tentar fazer mira às aves que sobrevoam debaixo de um céu alaranjado.
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Final de tarde!
O sol começa a adormecer e o céu cobre-se de tons amarelados e alaranjados e de imensas nuvens.
Na planície, vislumbra-se uma silhueta de um caçador caminhando sobre a erva que, juntamente com o seu melhor amigo, mirava, com a sua espingarda, três pássaros que voavam graciosamente.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
OLHAR DE LER E SABER - Teresa Capela
Num cenário idílico, com uma belíssima paisagem vinhateira, o Douro ao fundo, um Velho e um Burro, companheiros de trabalho e de vida, posam para a fotografia.
E ali o tempo parece ter parado…
E ali a água espelha o céu…
E AQUI fica o cheiro a terra, a pedra e a raízes...
A proximidade, a expressão e o sorriso sugerem dependência mútua e afeto entre o Humano e o Animal.
A paisagem define a cultura da região do Douro, de que o Burro é parte integrante, por assegurar o transporte das cestas de vindima por vinhas mais íngremes.
Esta vida dura deixa marcas profundas, como socalcos, nos rostos escurecidos pelo sol. São rugas que despertam em nós alguma nostalgia, por nos lembrarem os nossos avós.
Apesar da aspereza desta vida, a imagem transmite sentimentos positivos: felicidade, partilha e carinho (como o que nos une aos nossos animais de estimação); orgulho nas nossas raízes e respeito pela tradição que dá alma ao Douro.
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No Reino Maravilhoso de Torga, os Bichos - homens e animais - convivem.
Sobrevivem como podem, nesta Terra, mãe de todos.
Caminhando juntos pelos socalcos e pela dureza das montanhas da vida, não raro os primeiros se animalizam enquanto os segundos se humanizam.
Tanto uns como outros reclamam das muitas injustiças de que é feita a vida…
Quanto a nós, ficam memórias das histórias lidas quer para nos desconcertar quer para nos educar!
Textos dos alunos da professora Teresa Capela.
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